Cerco se fecha contra Henrique Alves

Ex-ministro do turismo, ex-presidente da Câmara dos Deputados, parlamentar por 44 anos e dois sonhos frustrados: ser prefeito de Natal e governar o Rio Grande do Norte.
Aos poucos Henrique Alves, presidente estadual do PMDB, começa a pensar um recomeço que pode ser voltando à Câmara dos Deputados ou sendo senador da república, o cargo que faltou na vitoriosa carreira do pai dele, Aluízio Alves.
O novo sonho pode ser frustrado com uma prisão ou condução coercitiva. Não está fácil a vida de Henrique Alves.
Já é réu em pelo menos dois processos que resultam da Operação Lava Jato. O primeiro tramita no Rio Grande do Norte e envolve a OAS (empreiteira que construiu a Arena das Dunas) e pode envolver vários políticos potiguares. O Segundo envolve uma delação do antigo apadrinhado político Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica. Henrique teria recebido de propina.
Tudo gira em torno das relações entre Henrique e Eduardo Cunha com quem o ex-ministro do turismo sempre teve relações muito próximas a ponto do primeiro usar o segundo como referência para abrir contas no exterior.
O cerco está se fechando sobre Henrique Alves.
Rombo na Prefeitura é de R$ 150 milhões e Francisco Carlos cobra explicações

O vereador Professor Francisco Carlos (PP) considerou insatisfatórios os dados apresentados pela Prefeitura, na audiência pública que debateu o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2017, nesta quarta-feira, 26, na Câmara Municipal. O parlamentar alerta, especialmente, para as explicações sobre queda na receita do Município neste ano, na ordem de R$ 150 milhões.
“Informou-se uma frustração de receita da ordem de 150 milhões em 2016, no entanto, solicitei que fosse informada a composição desse valor por fonte de receita, mas disseram não ter essa informação disponível no momento. Ou seja, foi apresentado apenas um número vazio, sem apontar como se chegou a esse valor”, questionou.
Francisco Carlos acredita que a maior parte desse valor é proveniente de verbas de convênios previstos, mas que não se concretizaram, descaracterizando o termo frustração de receitas, utilizado na apresentação.
“Isso não se configura propriamente como frustração de receita, porque é apenas uma expectativa. Se os convênios não saem, isso não deve comprometer o funcionamento da máquina”, explica.
A LOA é a lei que estima as receitas que serão arrecadadas no exercício seguinte e autoriza a realização das despesas decorrentes do plano de governo. O projeto está tramitando na Câmara Municipal e será votado até o dia 30 de novembro deste ano.

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