CONTRAPONTO
Jogo de compadres
Em sessão para tratar da reforma
política no Senado, no início da semana, Aécio Neves (PSDB-MG) fez um afago em
Garibaldi Alves (PMDB-RN).
-É de uma competência extraordinária
e incomparável o nosso ministro, senador, governador e hoje senador!
-Prefeito também –lembrou Jorge
Viana (PT-AC).
Envaidecido, Alves respondeu,
arrancando risos:
-Eu não votei em Aécio, mas agora
estou com ele!
Com o pedido para que as falas
fossem registradas, o peemedebista achou melhor pedir cautela:
-Não exageremos! -encerrou, dando
risada.
Fonte: vera Magalhães - Coluna Painel da Folha/http://informativoatitude.com.br/
Em entrevista ao Correio
Braziliense, Marco Aurélio Mello diz acreditar que petista é uma pessoa
honesta, mas que não pode conceber que ela ignorava os desmandos na Petrobras.
Magistrado diz que crise política é “muitíssimo séria”.
Há 25 anos julgando causas as mais
diversas no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Marco Aurélio concedeu
entrevista ao jornal Correio Braziliense e falou sobre crise política
(“muitíssimo séria”, disse), experiência com a toga, Lava Jato, decepção com o
PT, PEC da Bengala. E de mandioca.
Instado a dizer se gostou da
comparação que a presidenta Dilma Rousseff fez entre os atuais delatores de
investigações e os presos da ditadura, que precisavam mentir sob tortura, o
magistrado lembrou de outro discurso da petista – em 23 de junho, no discurso
de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, quando ela fez uma saudação
à mandioca como alimento ancestral. Marco Aurélio disse que tem o tubérculo
plantado em casa e que convidaria Dilma, que estaria “abandonada”.
“Prefiro a ênfase que ela deu à
mandioca. Sabe que eu gosto muito de uma mandioca? Tenho plantada em casa. E é
maravilhosa, é muda da Embrapa. É uma mandioca muito boa. A Dilma nunca comeu
mandioca aqui em casa”, disse o ministro. “O senhor a convidaria?”, quiseram
saber as interlocutoras Ana Dubeaux, Ana Maria Campos e Denise Rothenburg, que
assinam a entrevista.
“Convidaria. Eu não queria estar na
pele da presidente. Isolada do jeito que ela está e envolvida pelo sistema. Eu
a tenho como uma pessoa honesta”, acrescentou Marco Aurélio.
O ministro diz acreditar que, na
solidão presidencial, Dilma foi abandonada pelo próprio partido, e agora tem de
lidar com as afrontas dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e
da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje em dia adversários declarados do PT.
“Ouvi outro dia um político muito experiente [Cunha] falar em algo que não é da
nossa cultura: parlamentarismo. E o primeiro ministro seria, já com um poder
maior do que tem agora, o vice-presidente Michel Temer. Agora, três anos e
cinco meses com o governo precisando adotar medidas antipáticas. Não sei qual é
a solução”, observou o ministro.
Quando as jornalistas comentaram
sobre a “grande pergunta” do mensalão, se o ex-presidente Lula sabia de tudo, e
estenderam a questão a Dilma e seu nível de conhecimento sobre o petrolão,
Marco Aurélio foi diplomático. “Não posso subestimar a inteligência alheia. Não
posso conceber que uma pessoa que chegue a um cargo como o de presidente da
República permaneça alheia ao que está ocorrendo”, sentenciou o magistrado, com
a ressalva de que não diz que Dilma é desonesta ou “tenha tido vantagem
pessoal” nos desvios de corrupção na Petrobras.
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