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domingo, 5 de julho de 2015

POLÍTICA, COMEÇAM A ABANDONAR O BARCO OS PRIMEIROS MARUJOS:



CONTRAPONTO

 

Jogo de compadres

Em sessão para tratar da reforma política no Senado, no início da semana, Aécio Neves (PSDB-MG) fez um afago em Garibaldi Alves (PMDB-RN).

-É de uma competência extraordinária e incomparável o nosso ministro, senador, governador e hoje senador!

-Prefeito também –lembrou Jorge Viana (PT-AC).

Envaidecido, Alves respondeu, arrancando risos:

-Eu não votei em Aécio, mas agora estou com ele!

Com o pedido para que as falas fossem registradas, o peemedebista achou melhor pedir cautela:

-Não exageremos! -encerrou, dando risada.


Fonte: vera Magalhães - Coluna Painel da Folha/http://informativoatitude.com.br/

 


Em entrevista ao Correio Braziliense, Marco Aurélio Mello diz acreditar que petista é uma pessoa honesta, mas que não pode conceber que ela ignorava os desmandos na Petrobras. Magistrado diz que crise política é “muitíssimo séria”.

 

Há 25 anos julgando causas as mais diversas no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Marco Aurélio concedeu entrevista ao jornal Correio Braziliense e falou sobre crise política (“muitíssimo séria”, disse), experiência com a toga, Lava Jato, decepção com o PT, PEC da Bengala. E de mandioca.

Instado a dizer se gostou da comparação que a presidenta Dilma Rousseff fez entre os atuais delatores de investigações e os presos da ditadura, que precisavam mentir sob tortura, o magistrado lembrou de outro discurso da petista – em 23 de junho, no discurso de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, quando ela fez uma saudação à mandioca como alimento ancestral. Marco Aurélio disse que tem o tubérculo plantado em casa e que convidaria Dilma, que estaria “abandonada”.

“Prefiro a ênfase que ela deu à mandioca. Sabe que eu gosto muito de uma mandioca? Tenho plantada em casa. E é maravilhosa, é muda da Embrapa. É uma mandioca muito boa. A Dilma nunca comeu mandioca aqui em casa”, disse o ministro. “O senhor a convidaria?”, quiseram saber as interlocutoras Ana Dubeaux, Ana Maria Campos e Denise Rothenburg, que assinam a entrevista.

“Convidaria. Eu não queria estar na pele da presidente. Isolada do jeito que ela está e envolvida pelo sistema. Eu a tenho como uma pessoa honesta”, acrescentou Marco Aurélio.

O ministro diz acreditar que, na solidão presidencial, Dilma foi abandonada pelo próprio partido, e agora tem de lidar com as afrontas dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje em dia adversários declarados do PT. “Ouvi outro dia um político muito experiente [Cunha] falar em algo que não é da nossa cultura: parlamentarismo. E o primeiro ministro seria, já com um poder maior do que tem agora, o vice-presidente Michel Temer. Agora, três anos e cinco meses com o governo precisando adotar medidas antipáticas. Não sei qual é a solução”, observou o ministro.

Quando as jornalistas comentaram sobre a “grande pergunta” do mensalão, se o ex-presidente Lula sabia de tudo, e estenderam a questão a Dilma e seu nível de conhecimento sobre o petrolão, Marco Aurélio foi diplomático. “Não posso subestimar a inteligência alheia. Não posso conceber que uma pessoa que chegue a um cargo como o de presidente da República permaneça alheia ao que está ocorrendo”, sentenciou o magistrado, com a ressalva de que não diz que Dilma é desonesta ou “tenha tido vantagem pessoal” nos desvios de corrupção na Petrobras.

 

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