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sexta-feira, 19 de junho de 2015

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Passava da meia noite quando o avião da Força Aérea Brasileira pousou em Brasília, trazendo de volta da Venezuela os senadores brasileiros que foram ao país vizinho tentar conversar com presos políticos que se dizem perseguidos pelo governo de Nicolás Maduro.
Os senadores não conseguiram o objetivo e o máximo que fizeram foi dar entrevistas e encontrar as mulheres dos presos.
Postura mais questionada, além do presidente ditador, foi a do embaixador do Brasil na Venezuela, Ruy Pereira, que mesmo sabendo do clima de hostilidade que se armava em Caracas para atrapalhar a visita dos senadores, nada fez.
Nada mesmo.
Nadica.
Pelo telefone o senador José Agripino falou ao Blog logo que desembarcou no aeroporto de Brasília.
Para dar uma ideia do que foi o episódio na capital venezuelana, ele comparou o local com ruas de Natal.
José Agripino – Você imagina o seguinte, você vai para a Arena das Dunas e os agitadores preparam uma bomba na Prudente de Morais, outra na Hermes da Fonseca, outra em Nova Descoberta, outra na rodoviária, para ninguém poder chegar, no caso, no estádio. Foi isso o que eles fizeram. Como nós estávamos com a programação para ir visitar os presos políticos…
Thaisa Galvão – Aonde era o presídio, em Caracas mesmo ou nos arredores?

José Agripino
 – A uma hora de Caracas. Porque o aeroporto não fica em Caracas, fica num municipiozinho agregado (Maiquetia – a 20 km da capital). Então eles obstruíram, eles tumultuaram, ficou uma cidade repleta de engarrafamentos gigantescos em todos os sentidos. E quando a gente foi chegando na boca do engarrafamento, aí estava a preparação dos agitadores montados por eles, do governo, pelos contestadores a nós. E aí esse povo partiu pra cima da van. Porque as mulheres dos presos – prefeito de Caracas (Antonio Ledezma), prefeitos de outros municípios, o ex-prefeito de Caracas, Leopoldo Lopez – estavam conosco. E eles partiram socando, batendo pedras, no carro…
Thaisa Galvão – O senhor teve medo, senador?

José Agripino
 – Medo? Não. Não dá pra ter medo não. É uma coisa assustadora, ainda mais que você está num país estrangeiro e eu não conhecia ainda os hábitos. Eles partiram pra cima. E aí depois de um momento de excitação o motorista saiu do engarrafamento e pegou o caminho do aeroporto, e quando nós chegamos no aeroporto, as portas do aeroporto fechadas. O portão de embarque, fechado. Aí nós ficamos no meio do tempo e acionamos Renan Calheiros, os nossos líderes, o embaixador que foi um poltrão, o embaixador estava mancomunado com eles. O embaixador foi nos receber na pista, no avião, e disse que iria se despedir da gente. Ora, como é que um embaixador, que não tem nada mais importante pra fazer na Venezuela, do que receber um grupo de senadores brasileiros, entre os quais um ex-candidato a presidente da República que teve 51 milhões de votos. E deixa tudo e vai embora. Ele estava sabendo o que estava acontecendo lá.
Thaisa Galvão – Senador, o embaixador deve ter visto, inclusive, o clima de hostilidade da cidade para receber os senadores brasileiros, o papel dele não seria garantir a segurança? Acionar o governo brasileiro? Não é essa a função dele?

José Agripino 
– Claro, sabia de tudo. Sabia, como o governo brasileiro também. Esse assunto vai ter desdobramentos. Ele teria que ter nos acompanhado. Deixa que o governo brasileiro e ele, no nosso entendimento estão mancomunados com o bolivarianismo.
Thaisa Galvão – Vocês passaram quanto tempo na Venezuela?

José Agripino 
– Passamos 7 horas. Num sufoco. Agora a repercussão do fato na Venezuela é monumental, no Brasil é enorme e no resto do mundo vai ter, vai existir. O Maduro deu um tiro no pé.
Thaisa Galvão – Nessas 7 horas no país, vocês pararam em algum lugar, pra comer, por exemplo?

José Agripino
 – Nada, nada, nada. Entramos no carro e ficamos sitiados no aeroporto durante um bom tempo, e sitiados no trânsito por um bom tempo. E depois quando nós voltamos ficamos sitiados no aeroporto um bom tempo. Nem saía nem chegava. Uma coisa muito desagradável. Porque o problema todo é você estar num país estrangeiro e sabendo que o governo é contra, então você está completamente refém das circunstâncias.
Thaisa Galvão – E um dos presos políticos está em greve de fome…

José Agripino 
– O Leopoldo está há 20 dias, nós fizemos um apelo através da imprensa para que ele parasse pra sobreviver. Pedimos que ele parasse com a greve de fome pra continuar a luta, porque por eles, deixam morrer.
Thaisa Galvão – Está aliviado agora, em terra firme brasileira?

José Agripino 
– Agora sim, agora cheguei. Mas foram momentos de muita tensão, muito desagradável, mas foi uma experiência válida, não estava nos planos, mas…quem tá na chuva é pra se molhar.
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Com prestígio no Ministério da Integração Nacional, o deputado federal Beto Rosado levou o diretor da Caern, Marcelo Toscano, para conversar com o secretário nacional de Infraestrutura Hídrica, Osvaldo Garcia. 
Na pauta, a seca e as obras para amenizar a falta dágua no RN.
Aos dois, o secretário informou que o ministro havia acabado de liberar R$ 6 milhões para a continuidade das obras de Oiticica e R$ 600 mil para o início das obras da adutora de Currais Novos. 
Osvaldo falou que os recursos já estavam no caixa do Dnocs, responsável pela execução das obras.
Além disso, R$ 1,4 milhão serão liberados até a próxima quarta-feira para as obras no sistema adutor do Alto Oeste. 
Os recursos serão repassados diretamente para o estado.
Quando veio ao RN, a pedido do deputado Beto Rosado, o ministro da Integração, Gilberto Occhi, anunciou em primeira mão ao Blog que iria liberar paulatinamente mais de R$ 200 milhões em obras no estado. 
Até aqui tem cumprido a palavra. 
A ideia é continuar liberando recursos mensalmente para que as obras continuem avançando.
  

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