Justiça Eleitoral do RN afasta governadora Rosalba Ciarlini, destaca O Globo
O
Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) decidiu,
nesta terça-feira, pelo afastamento da governadora Rosalba Ciarlini
(DEM). Pela decisão, ela fica inelegível. Foram cinco votos pelo
afastamento da governadora contra um. Ela é acusada de usar a máquina
pública para beneficiar a candidata da prefeita de Mossoró, Cláudia
Regina. A governadora esteve 17 vezes em Mossoró durante a campanha
eleitoral. Ainda cabe recurso da decisão.
Na
semana passada, o TRE-RN também deu decisão desfavorável a Cláudia
Regina. Chamada de “prefeita Highlander” (uma homenagem ao guerreiro
imortal do cinema), por ter sido cassada 10 vezes em primeira instância e
reconduzida ao cargo em todas as cassações, por 3 votos sim e um não a
corte determinou a manutenção da cassação e o afastamento definitivo de
Cláudia Regina e de seu vice, Wellington Filho (PMDB) por abuso de poder
político e econômico na campanha eleitoral.
Com
o afastamento e a confirmação da cassação de Cláudia e seu vice,
assumiu interinamente o presidente da Câmara de Vereadores Francisco
José da Silveira Júnior (PSD) até que se realizem novas eleições. As 10
cassações em 11 meses de mandato foram resultado de ações impetradas
pelo Ministério Público Eleitoral e pela coligação da deputada Larissa
Rosado, do PSB , derrotada na disputa com Cláudia Regina.
As
acusações contra Cláudia vão de ‘Caixa 2’, compra de votos, abuso de
poder econômico, abuso de poder político, uso da máquina pública e uso
de aeronave cedida por um empresário sem a devida contabilização na
prestação de contas à Justiça Eleitoral.
Em
outubro, Rosalba foi vaiada durante evento com a participação da
presidente Dilma Rousseff. Dilma ainda tentou defender Rosalba do
protesto de moradores em Ceará-Mirim, durante cerimônia de formatura de 4
mil alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego
(Pronatec).
Durante
o evento, Dilma não conseguiu disfarçar o constrangimento causado pelas
seguidas vaias à governadora, que foi obrigada a interromper o seu
discurso por cinco vezes. A presidente tentou amenizar a situação,
destacando que o país é tolerante, democrático e afirmando que todos têm
o direito de discordar.
O Globo
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