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segunda-feira, 17 de junho de 2013

GIRO DE NOTÍCIAS POR GELCIONE SILVA:

UM MÊS APÓS BOATOS, CEF RETOMA PAGAMENTOS DO BOLSA FAMÍLIA COM REFORÇO EM AGÊNCIAS.

Um mês após a onda de boatos que levou 900 mil pessoas a sacarem R$ 152 milhões em um único fim de semana, a Caixa Econômica Federal começa a pagar nesta segunda-feira (17) os benefícios de junho do programa Bolsa Família e anunciou reforço de pessoal nas agências.
Segundo informou a assessoria de imprensa do banco ao UOL, o atendimento será reforçado com funcionários da Caixa destacados exclusivamente para dar orientações aos beneficiários, especialmente nos locais onde houve grande quantidade de saques durante a vigência do boato.
A Caixa informou que também que já unificou os cerca de 700 mil cadastros duplicados --o que levou o banco a antecipar o pagamento dos 13 milhões de beneficiários no mês passado-- e não haverá novos procedimentos técnicos este mês.
Com a garantia da resolução da duplicidade, a Caixa garante que o pagamento seguirá à risca o cronograma estabelecido pelo calendário do programa para 2013.
Nesta segunda serão pagos os beneficiários com cartão terminado com o número "um (1)". Na terça, será a vez dos beneficiários com cartão final "dois" (2), e assim subsequentemente até o dia 28, quando os beneficiários com cartão final "zero" serão pagos. Não há liberações de pagamentos aos fins de semana.
Boatos
Nos últimos dias 18 e 19 de maio, uma onda de boatos de que o Bolsa Família acabaria ou que haveria um depósito de abono, levou 900 mil beneficiários do programa sacaram R$ 152 milhões em apenas um fim semana.
Uma semana depois, após reportagem da "Folha de S.Paulo", a Caixa Econômica Federal confirmou que, um dia antes do início dos boatos, alterou, sem aviso prévio, todo o calendário de pagamento do Bolsa Família.
A tese de que o boato surgiu por conta do pagamento feito em dia fora do calendário é a principal linha de investigação da Polícia Federal, que analisa o caso.
Todos os benefícios, em um total de R$ 2 bilhões, foram liberados de uma só vez nas contas das 13,8 milhões famílias atendidas. A Caixa pediu desculpas pelo erro de comunicação.
A oposição pediu a demissão do presidente da Caixa ao governo, o que foi negado pela presidência. A presidente Dilma chegou a chamar os boatos de"desumanos" e "criminosos".
Já a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, chegou a postar no Twitter que os rumores deviam "ser da central de notícias da oposição", depois voltou atrás.
Irregularidades
No último dia 10, reportagem do UOL apontou que fiscalização em 58 municípios sorteados, feito pela CGU (Controladoria Geral da União), no final de 2012, apontou que servidores, empresários, produtores rurais, alunos de escolas particulares, familiares de autoridades e até pessoas falecidas constavam na lista de beneficiários do programa federal.
Em nota no dia seguinte, a CGU disse que, apesar de encontrar problemas em todos os municípios investigados, o Bolsa Família "é um programa de governo com baixíssimos índices de irregularidades, as quais, quando ocorrem, são apuradas pelo próprio governo federal."

Fonte: Carlos Madeiro/UOL


João Maia defende linha de crédito especial do BNB para ceramistas do RN

Ceramistas de várias regiões do Estado discutiram com deputados, secretários do Governo e técnicos do Ministério Público e IDEMA os desafios do setor, em audiência nesta sexta-feira (14) na Escola do Governo, no Centro Administrativo em Natal. Presente ao evento, o coordenador da Bancada Federal do RN em Brasília, deputado João Maia (PR) reforçou a importância de se lutar por incentivos para o setor cerâmico, responsável pela geração de milhares de empregos no Estado.
Quando eu era secretário de Desenvolvimento já discutia com vocês as necessidades do setor, que eu respeito muito, pois sei que vocês trabalham, pagam suas folhas salariais, recolhem impostos, e como qualquer outra atividade econômica tem que ser lucrativa. Apesar de achar que evoluímos, quem não ganha dinheiro não tem como investir”, disse o deputado.
João Maia acredita que uma saída para resolver a crise enfrentada pelo setor ceramista passa pela concessão de incentivos por parte dos agentes financeiros, e se colocou a disposição de acompanhar o diálogo com o Banco do Nordeste neste sentido, ou seja, de criar uma linha especial para as regiões mais deprimidas e onde a cerâmica ainda é importante geradora de emprego e renda, sem deixar de lado a preocupação com o meio ambiente.
Não adianta o BNB criar uma linha de crédito a 3% e pedir tudo de garantia. Se a gente não tiver financiamento a longo prazo, dentro da capacidade de pagamento, nada adiantará. Ninguém quer ficar devendo a banco, ameaçado de ser executado. A modernização desse setor depende de um financiamento especial para que o ceramista possa se modernizar e ter condições de manter seu negocio funcionando”, finalizou.

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