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sábado, 2 de fevereiro de 2013

LAMENTÁVEL 2:

NA VITÓRIA DE RENAN, AÉCIO É O MAIOR PERDEDOR.

Liderados pelo pré-candidato à presidência em 2014, PSDB anunciou apoio integral aos independentes e seu candidato Pedro Taques. No entanto, nos bastidores são dados como certos votos na candidatura vitoriosa de Renan Calheiros.

“O rio corre para o mar”, anunciava na quinta-feira (31) um senador peemedebista pouco confortável em votar em Renan Calheiros (PMDB-AL), mas que o apoiou para evitar represálias no partido e pela falta de opções dentro da legenda. O resultado esperado se confirmou com os 56 votos obtidos por Renan na votação secreta de sexta-feira (1º). Porém, havia a expectativa por um desempenho melhor do candidato independente Pedro Taques (PDT-MT), especialmente após o anúncio de que teria o apoio maciço da bancada do PSDB no Senado.
Porém, logo que os votos começaram a ser contados ficou evidente que os 11 votos prometidos pelo PSDB não apareceram nem de longe, apesar do anúncio oficial feito por Aécio Neves (PSDB-MG). O tucano, pré-candidato à Presidência da República em 2014, empenhou-se em levar o partido a um pólo distante de Renan, o candidato com as bênçãos do Palácio do Planalto, da presidenta Dilma Rousseff (PT). Para senadores ouvidos pelo Congresso em Foco, o episódio foi uma derrota para Aécio, que mostrou uma liderança fragilizada entre seus colegas. mas, lógico, não o suficiente para implodir seus anseios de disputar as eleições presidenciais no ano que vem.
Taques teve apenas 18 votos. A expectativa é que chegasse ao menos aos 23. Somadas, as bancadas dos partidos que apoiaram o pedetista chegam a 25 senadores. E ainda havia parlamentares independentes, como Ana Amélia (PP-RS) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), com quem o grupo contava. Neste cenário, os tucanos foram apontados como principais responsáveis pelo fiasco.
Reservadamente, o próprio Aécio confidenciou que se surpreendeu com a votação baixa. Não imaginava, obviamente, que os correligionários Flexa Ribeiro (PA) e Mário Couto (PA) apostassem suas fichas no azarão em nome da ética. Flexa mirava a primeira secretaria do Senado, cargo para o qual acabou eleito. Apelidada de “prefeitura” da Casa, o órgão administra licitações, contratos e um orçamento de R$ 3,5 bilhões. O PMDB ameaçava não apoiá-lo no posto se houvesse 22 ou 25 votos do lado que Taques. Com a baixa votação do “anticandidato”, o senador tucano conseguiu ser escolhido para o poderoso cargo.

Fonte: Eduardo Militão/Congresso em Foco
Foto: José Cruz/ABr
 
 

ORÇAMENTO DA UNIÃO 2013 DEVE SER VOTADO NO DIA 5.

O relator do Orçamento da União de 2013, senador Romero Jucá (PMDB-RR) anunciou a votação da matéria para a próxima terça-feira (5), às 19h.
Jucá disse que a votação da proposta orçamentária é resultado de um acordo entre todos os partidos, inclusive a oposição, feito em dezembro de 2012, quando a votação foi adiada após o embate político no Congresso em torno da análise de vetos presidenciais.

Fonte: Robson Pires
 
 BOA NOTÍCIA:

ACUSADO POR 3 CRIMES, PRESIDENTE DO SENADO PODE VIRAR RÉU NO STF.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar se aceita denúncia contra o presidente eleito do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o transforma em réu até o fim do ano que vem, quando o peemedebista ainda estará no exercício do cargo.
Na semana passada, após cinco anos, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou a denúncia, na qual acusa Renan por três crimes: peculato (usar cargo público para obter vantagem), falsidade ideológica e uso de documento falso.
Ele é alvo de outros dois inquéritos no STF. Por ser senador, tem foro privilegiado.
O caso se originou em 2007, quando ele teve de deixar a presidência da Casa após suspeitas de ter despesas pessoais pagas por um lobista da empreiteira Mendes Júnior.
Ao negar a acusação, Renan apresentou versões e documentos para dizer que era ele, e não o lobista, quem pagava uma pensão mensal à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.
A denúncia afirma que ele mentiu e cometeu crimes para embasar essa mentira. Os detalhes da peça de Gurgel foram revelados ontem pelo site da revista "Época".
Caberá agora ao tribunal analisar se há indícios suficientes para abrir uma ação penal e tornar Renan réu.
O relator do inquérito, ministro Ricardo Lewandowski, disse ontem que o processo receberá tratamento normal. Haverá possibilidade de novas investigações, mas ele deve liberar o caso para julgamento até o fim deste ano.
Depois, caberá ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, marcar a análise da denúncia pelo colegiado. Isso deve ocorrer até o fim de 2014.
A maior parte da denúncia veio a público em 2007.
A principal novidade foi na acusação de peculato: segundo a Procuradoria, houve desvio de R$ 44 mil de valores da verba indenizatória, por meio de notas fiscais de uma locadora de carros em nome de Tito Uchôa, apontado como testa de ferro do senador.
A Polícia Federal apontou inconsistências entre notas entregues por Renan para justificar ganhos com venda de gado, compra de vacinas e as declarações à Receita.
Ela também esquadrinhou os cheques que, segundo Renan, teriam sido usados para pagar a pensão. Descobriu que, de 118 cheques, 66 foram destinados a outras pessoas e empresas e 39 tinham como beneficiários o senador.
Pela investigação, subtraídas despesas e receitas, sobrariam só R$ 2.300 mensais para a família de Renan viver em 2002, por exemplo.
Renan nega as acusações e já acusou Gurgel de agir politicamente ao enviar a denúncia às vésperas de sua eleição no Senado.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: Alan Marques/Folhapress
 
 
 

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